Corriam os anos, e as guerras, os conflitos, eram vividos por todos os
povos.Aflições e angústias assolavam a cidade de Berlim na Alemanha,
onde Sheilla já atuava como Enfermeira, socorrendo onde fosse chamada.
Seu estilo simples, sua meiguice espontânea, muito ajudavam em sua profissão. Bonita, tez clara, cabelo muito louro, dava-lhe um ar de graça muito suave e mostrava nos olhos azuis-esverdeados um brilho intenso refletindo a grandeza de seu Espírito.
Estatura mediana, sempre com seu avental branco, lá estava Sheilla, preocupada em ajudar sempre e sempre. Esquecia-se de si mesma, pensava somente na sua responsabilidade; via primeiro a dor, depois a criatura...
Essa moça não ouvia as terríveis explosões partidas das armas destruidoras, porque o que Sheilla ouvia era a voz de alguém que gemia de frio e de dor. Por esta razão, numa tarde onde os soldados se misturavam ao ódio, gerado por almas sedentas de batalha, eis que tomba no solo de sua pátria, a jovem enfermeira, que através de sua coragem atravessava os campos perigosos de batalha, para socorrer, sanar os gritos que lhe vinham de encontro.
Pelo toque triste de um clarim, muitos viram cair junto aos sofridos soldados na Segunda Guerra Mundial, o corpo da enfermeira fiel, destemida e amiga. Morria nos campos de luta, Sheilla, aos 28 anos de idade, para depois de muitos anos, surgir nas esferas superiores com o seu mesmo estilo, seu mais ainda aprimorado carinho e dedicação. Sheilla a Enfermeira do Alto, descendo agora em outra condição.
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